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Varejo no Brasil avança

Foi registrado o melhor resultado em cinco anos de vendas no varejo do Brasil.

 

O Varejo brasileiro terminou o primeiro trimestre de 2018 com um aumento de 0,7% nas vendas sobre o quarto trimestre de 2017, quando houve estabilidade. Segundo o IBGE, é o primeiro resultado positivo do mês de março desde 2013.

Apesar dos bons resultados, tiveram irregularidades no início do ano, após queda mensal de 0,2% em fevereiro e avanço de 0,9% em janeiro.

”O varejo mantém um processo de volatilidade e isso tem a ver com o ritmo lento e gradual da atividade econômica. O comércio está na mesma velocidade da economia em geral”, afirma Isabella Nunes economista do IBGE.

As expectativas eram de altas de 0,30% na comparação mensal e de 5,5% sobre um ano antes. O destaque no mês ficou por conta das vendas de combustíveis e lubrificantes, que cresceram 1,4% após quatro meses de quedas.

Foi registrado também um aumento nas vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, tecidos, vestuário e calçados, artigos de uso pessoal e doméstico e móveis e eletrodomésticos.

O varejo ampliado, que inclui e material de construção, mostrou alta de 1,1% nas vendas, resultado que se deveu ao aumento de 2,9% em veículos e motos, partes e peças.

O movimento instável do varejo está em linha com uma economia que vem mostrando dificuldades de mostrar desempenho regular mesmo com inflação e juros baixos, uma vez que o desemprego segue alto e limita o consumo num ano eleitoral carregado incertezas.

“O cenário para o consumo privado e as vendas varejistas continua positivo, mas não exuberante. À frente, o setor de varejo deve ser sustentado pela queda nos preços de alimentos e na inflação, melhora do emprego e condições de crédito ao consumidor gradualmente menos exigentes”, avaliou o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos.

O resultado soma-se ao da indústria, que terminou o primeiro trimestre estagnada. Os dados mais fracos que o esperado e a confiança abalada já levaram os economistas consultados a reduzirem suas expectativas de crescimento econômico neste ano a 2,70%, sobre 3% antes mais do início do ano.

 
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Fonte: Exame