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Startup promete espalhar 20 mil bikes pela cidade de sp

Três empreendedores do setor de mobilidade se uniram para buscar uma alternativa para o cenário caótico que é a mobilidade urbana. Entre preço alto, lotação e stress, Eduardo Musa, ex-CEO da Caloi, e Ariel Lambrecht e Renato Freitas – ambos fundadores do aplicativo de serviço de táxi 99 – anunciaram nesta segunda-feira (02/04) uma alternativa: o novo serviço de compartilhamento de bicicletas Yellow.

O plano da startup é oferecer, a partir de julho, 20 mil bicicletas em São Paulo para quem deseja realizar curtos deslocamentos.

O serviço é inovador na cidade por não exigir a implementação de estações para retirar e devolver as bicicletas. Equipadas com GPS, as bikes são localizadas e são liberadas para o uso através de um aplicativo. O usuário utiliza um app QR Code para “ler” o código fixado na bike e, assim, a destrava. Depois que utilizar, não é preciso deixar a bicicleta em uma parada obrigatória.

O pagamento será realizado pelo app – o preço ainda não divulgado, mas segundo a empresa, será menor que a tarifa de metrô e ônibus em SP (R$ 4). A proposta da Yellow, segundo Musa, é que as viagens de bicicleta complementem o trajeto das pessoas que utilizam ônibus, trem ou metrô para chegar ao trabalho.

“Pouca gente tem o privilégio de morar perto do trabalho ou de uma entrada de metrô, por exemplo. Nossas pesquisas mostraram que, em média, um usuário do transporte público precisa caminhar 800 metros para completar seu trajeto diário”, afirma.

O executivo pondera, contudo, que haverá um tempo de “adaptação” para que as pessoas saibam lidar com o novo sistema e com a presença de milhares de bicicletas nas ruas. “Muita gente me disse que não irá dar certo porque o brasileiro é desorganizado. Mas eu realmente acredito que o sistema irá funcionar, que a população vai se adequar ao sistema. E, se tudo funcionar direito, ninguém irá depredar”.  A ideia da Yellow é testar o modelo em São Paulo para só depois levá-lo à outras cidades. Segundo a empresa, foram realizados estudos e vinte cidades, ao menos, possui “alto potencial de implementação”.

“Nossa ideia é criar ‘estações virtuais’ em lugares onde fosse preferível parar e locais onde seria proibido deixar a bicicleta. Seria uma forma de estimular o uso responsável.’’ disse.