Ilustração - Blog Franchise Store

Será mesmo que franquia é o melhor negócio para você?

Será mesmo que franquia é o melhor negócio para você? Na tentativa de responder a essa dúvida que abate tanto quem quer comprar uma franquia como quem sonha em transformar uma empresa numa rede de franquias, os organizadores do congresso Brazilian Retail Week promoveram hoje (30/7) um debate em São Paulo com grandes nomes do Franchising nacional.  

Cristina Franco (presidente da Associação Brasileira de Franchising e diretora do Grupo Multi), Jae Ho Lee (presidente do Grupo Ornatus) e Altino Cristofoletti (presidente da Casa do Construtor) participaram do debate, que foi mediado por Marcelo Cherto, presidente do Grupo Cherto.  

Para quem pretende comprar uma franquia mas não sabe o que os franqueadores realmente esperam de um franqueado, os debatedores deram um aviso importante: o que pode eliminar um candidato a franqueado na seleção é a falta de sinergia com a marca e os valores da empresa. “É claro que é importante ter o capital para investimento, perfil comercial e, possível, uma experiência anterior no mundo dos negócios”, diz Cristofoletti, da Casa do Construtor. “Mas não adianta nada disso se a pessoa não tiver valores parecidos com os nossos e sonhar o mesmo sonho.”

Jae Ho Lee, do Grupo Ornatus, concluiu: “Por isso é tão importante que o franqueado encontre a franquia que mais combine com ele, porque um franqueado que eu não gostaria de ter na minha rede pode ter um perfil muito desejado por outra empresa”.

Os debatedores falaram também sobre sua experiência como empreendedores, sobre erros e acertos, sobre o sistema de franchising e concordaram em um ponto: nem todo mundo tem perfil para ser franqueador. “O franchising é uma maratona, não é uma corrida de 100 metros”, afirma Jae Ho Lee, do Grupo Ornatus. “Quem busca resultados imediatos, não sabe ouvir as pessoas ou não está preparado para pensar a longo prazo, não funciona nesse sistema.”

Para Cristina Franco, empreender no mercado de franquias é “viver numa democracia”.  “O franqueador não pode guardar o conhecimento da empresa só para ele e nem tomar decisões de uma forma isolada, sem ouvir ninguém. Precisa aprender a compartilhar com os outros.”

Altino Cristofoletti, da Casa do Construtor, destacou a necessidade de uma gestão participativa. “É papel do franqueador ouvir muito a rede e extrair dali o que é importante”, diz. “Você administra uma rede de pessoas que são donas do próprio negócio e tem competências próprias.”

A quem pretende empreender no mundo das franquias hoje, Marcelo Cherto deu um conselho: “É mais fácil se livrar de um emprego que você não gosta do que de uma empresa que você não gosta. Numa empresa, você assume compromissos e outras pessoas dependem de você. Por isso, pense bem antes de se tornar um empresário.”