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Recuperação econômica desacelera projeções

A crise econômica ainda é muito sentida por parte da população. Apesar das projeções que visavam um crescimento de 3% do PIB em 2018, a economia ainda é 6% menor do que eram em 2014, o que significa uma queda ainda maior do PIB per capita.

 

Os economistas relatam que essa fase do Brasil só deve se estabelecer com mais crédito e geração de empregos. Em 2017, o PIB cresceu 1%, número ainda insuficiente para que a população sinta os efeitos da saída da recessão.

Dados preliminares do PIB brasileiro, vem apresentando números decepcionantes, que vem desmotivando as projeções. Um dos números preliminares que vem pressionando uma redução nas projeções é o de consumo. O varejo e o setor de serviços, que representam cerca de dois terços do PIB, não estão puxando a retomada da economia. Os bancos Bradesco e Itaú, depois dos dados revelados, cortaram suas projeções para o primeiro trimestre praticamente pela metade.

A redução também se manifesta no documento em que o Banco Central consulta semanalmente as projeções de mercado, o boletim focus. No relatório, a primeira semana de março o PIB projetado para 2018 era de 2,9%. Um mês depois, a mediana das projeções do Focus mais recente mostra 2,75% de crescimento.

A expectativa do governo de Michel Temer, era que houvesse uma melhora na confiança dos agentes econômicos consumidores, investidores e empresários. Esse ânimo, aliado a medidas de controle das contas públicas e concessões, principalmente de infraestrutura, ao setor privado, serviria para que voltassem os investimentos na economia brasileira.

No discurso de Temer, o presidente enfatiza a queda da inflação dos juros, porém, só parte de sua previsão se concretizou. Não houve um aumento no consumo das famílias ou uma melhora no mercado de trabalho. Or juros reais, diferença entre a taxa básica e a inflação, estão baixos, mas isso ainda não foi o suficiente para que os investidores voltem a aplicar seu dinheiro na economia.

Houve uma supervalorização da capacidade de retomada do investimento privado, da capacidade de recuperação da indústria e do consumo das famílias. Se superestimou o efeito da queda inflacionária na capacidade das famílias de consumirem mais. Se superestimou o efeito da queda de juros nos investimentos privados. Embora tenha havido redução de juros, que ajuda um pouco, as empresas e as famílias ainda estão com sobre endividamento.

 

Fonte: Nexo Jornal