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Os principais motivos de fechamento de franquias

Quem investe em uma franquia, está realizando um investimento mais seguro, com formatos operacionais já testados e, consequentemente, com menos chances de que o negócio não dê certo. Mesmo assim, é preciso ter em mente que surpresas e imprevistos fazem parte do empreendedorismo e apesar de todo o esforço o negócio pode ir por água abaixo. Mas você sabe quais são as principais causas que levam ao fechamento de franquias no Brasil?

Antes de apontar os maiores deslizes que levam à mortalidade das franquias,
é importante ressaltar o índice de insucesso no setor é consideravelmente baixo em relação aos demais negócios. Segundo o Sebrae, a taxa de mortalidade das pequenas empresas com até dois anos de operação é de 23%. Enquanto isso, no franchising, o mesmo indicador é de 3%.

Esse é um dos motivos, senão o principal, que levam os investidores a aportarem recursos em franquias. O motivo é simples: as franquias já passaram por aquele tempo de maturação do negócio. Esse período é quando são feitos testes com consumidores e clientes e a adaptação da marca à sua demanda. Resumindo, as franquias são mais maduras, e isso faz toda diferença no mundo dos negócios.

Atenção ao contrato de franquias

Mesmo com toda essa segurança, algumas franquias acabam não sobrevivendo pelos mais diversos motivos. Nessa hora, entra em cena o contrato de franquias. Nele, estarão resguardadas todas as cláusulas a serem seguidas em casos de falência ou desistência do franqueado em seguir com a operação. É muito importante inserir no contrato as medidas a seguir quando isso ocorres. Assim, resguardam-se os direitos tanto da franquia como do franqueado.

Abaixo, você conhecerá as principais cláusulas que abordam o encerramento do contrato de franquias e do que elas tratam:

Cláusula de direito de preferência:  Ela tem como objetivo garantir ao franqueador a preferência na compra do negócio do franqueado. Ou seja, a franquia terá o direito de escolher se compra a unidade do franqueado desistente.

Cláusula de quarentena: O Objetivo dessa cláusula é impedir que um ex-franqueado da rede, ao fim do contrato, tenha no mesmo ponto comercial, em um período que pode chegar a 5 anos, um negócio idêntico ou semelhante ao do franqueador.

Cláusula de raio: Semelhante à cláusula acima, a cláusula de raio tem o propósito de delimitar uma determinada área na qual tanto franqueados como ex-franqueados ficam proibidos de montarem um negócio que siga o mesmo ramo de atuação de rede de franquia.

Cláusula de rescisão: De todas, está é a protagonista do contrato. Ela regula as hipóteses em que uma das partes rompe o contrato de franquias antes, depois ou mesmo ao término do prazo determinado de vigência do contrato.

Top 5 erros que levam ao fechamento de franquias

A Franchise Solutions, consultoria especializada em franquias, divulgou um estudo realizado com redes franqueadoras do Brasil inteiro para apurar quais eram os cinco principais erros cometidos pelas franquias que acabam fechando as portas.

O primeiro e mais relevante erro diz questão à localização escolhida para o ponto de venda. Cerca de 31% das unidades que encerram suas atividades o fazem pela má escolha do local do negócio. Para o diretor da Franchise Solutions, Pedro Almeida, a dica é entender se o negócio é de ‘’destino’’ ou de ‘’passagem’’. Ele explica:

“Existem negócios que são de passagem e outros que são de destino. A principal diferença entre eles é que, os de ‘passagem’ precisam ser instalados em locais com grande fluxo de pessoas ou de carros, como shoppings e centros de compras. Já os de ‘destino’ não necessitam disso, porém precisam ter facilidade de acesso”

O segundo item mais relevante observado na pesquisa é o capital de giro, ou melhor, a falta dele. Para28% das franquias que fecham, o esvaziamento do dinheiro de caixa é o principal motivo desse insucesso. Atualmente há uma grande oferta de linhas de crédito por parte de bancos públicos e privados, o que diminui a mortalidade de negócios.

Treinamento e estratégias fundamentais

A terceira causa observada no levantamento, é o mal treinamento dos colaboradores. De acordo com Almeida, da Franchise Solutions, muitas vezes o investidor não se dá conta de que aquela franquia não oferece o suporte necessário para a preparação dos seus prestadores.

“O problema maior não é abrir uma franquia em um local distante da franqueadora, mas sim a franqueadora não ter uma equipe para suprir a demanda por treinamento para seus franqueados”

Por fim, os dois últimos problemas apontados pelo estudo foram a concorrência desleal e a sazonalidade. Todos os negócios possuem alguma sazonalidade. Seja em maior ou menor escala, é importante o gestor perceber qual é o momento dela dentro da franquia.

“Com essa informação em mãos, é possível planejar e criar estratégias inteligentes para diminuir o impacto na vida financeira da empresa”

Em relação à concorrência, a principal medida para evitar ser engolido por ela é a estratégia de precificação. Na visão do consultor, muitas franquias decidem baixar drasticamente os preços dos produtos em épocas de vendas baixas. O objetivo é ganhar competitividade em relação ao concorrente. No entanto, nem sempre esta é a medida mais correta, pois pode prejudicar o fluxo de caixa.