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O que são franquias sociais e como elas funcionam

Você sabe o que é uma franquia social e como ela funciona? Na entrevista ao site do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), Marina Dalul, sócia do Grupo Cherto, explica como funcionam as franquias sociais e mostra por que esse modelo tem sido cada vez mais usado por fundações e institutos que querem expandir seus projetos sociais.

IDIS: O que é uma franquia social? Quais as semelhanças e diferenças em relação ao modelo comercial? Marina Dalul: Franquia social é uma forma de usar as técnicas e ferramentas do franchising para expandir e replicar um projeto social. A principal diferença em relação à comercial é que não visa lucro, mas sim a sustentabilidade e o crescimento do projeto social. Ninguém faz uma franquia social para ganhar dinheiro – nem o franqueador, nem o franqueado. A semelhança é que o “dono” do projeto social – nesse caso, o franqueador do modelo – vai transferir seu conhecimento e vai dar apoio a seus parceiros, como acontece nas demais franquias.

De onde veio a ideia de criar franquias sociais? A franquia social surgiu da necessidade de replicar projetos sociais – essas organizações queriam levar seus projetos a mais pessoas e se apropriaram das técnicas do franchising para isso. Aqui no Brasil, a primeira franquia social de que temos notícia é a rede Formare, criada pela Fundação Iochpe.

Como está a disseminação das franquias sociais no Brasil? Já há casos que podem ser considerados exemplares? Nos últimos anos, muitas fundações e institutos têm usado as técnicas do franchising para expandir seus projetos sociais. Nem todas têm contratos e regras tão definidas a ponto de caracterizar uma franquia social propriamente dita, seguindo as leis de franquia vigentes no Brasil. Mas muitas se utilizam das técnicas do franchising e fazem isso com disciplina e bons resultados, beneficiando mais pessoas com seus projetos sociais. Há diversos exemplos, mas destacamos o Formare como caso de sucesso.

Quais as vantagens de estabelecer uma franquia social? Com a franquia social, o franqueador – criador do projeto – terá mais controle sobre como seu projeto será executado pelos parceiros, garantindo a qualidade, já que ele poderá estabelecer algumas regras no contrato de franquia. O franqueador também aumenta a capilaridade e o potencial de crescimento do projeto, porque se vale do apoio dos seus parceiros. Além disso, com a colaboração dos parceiros, o projeto cresce de maneira estruturada e ganha apoio para se desenvolver ainda mais.

Como conciliar a ideia de lucro por trás de uma franquia com a noção geralmente não lucrativa inerente a projetos sociais? A franquia social não é feita para dar lucro. Ela deve ser uma operação financeira superavitária, ou seja, deve ter mais receitas que despesas, para poder viver dos próprios recursos, ser autossustentável. Mas esse superávit não vai para o bolso de ninguém. Esse resultado é reinvestido na própria rede, para novas pesquisas e desenvolvimento do projeto, melhorando sua qualidade e sua abrangência.

Existem áreas de atuação mais adequadas ao uso de franquias sociais? Não sei se é possível dizer que existem áreas mais adequadas para receber franquias sociais. O que existem são projetos com características que facilitam a transformação em franquias sociais. Assim como há negócios que podem ser replicados em outros lugares e por isso se transformam em franquias, existem projetos sociais que tendem a ser mais facilmente replicáveis e, por isso, se transformam em franquias sociais.

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