Ilustração - Blog Franchise Store

O que é economia colaborativa e como começar negócios na área

Também conhecida como economia compartilhada, a economia colaborativa é uma maneira alternativa de se fazer negócios, mais especificamente de adquirir coisas. 

Enquanto a economia tradicional troca bens e serviços por dinheiro, a economia colaborativa tem a troca, no seu sentido literal, como um de seus pilares. 

Imagine a seguinte situação: você tem uma batedeira em casa que praticamente não usa. Que tal emprestar a batedeira para seu vizinho e ainda ganhar metade do bolo como troca por esse “serviço”? 

De certa forma, a economia colaborativa é uma espécie de ganha-ganha: o vizinho sem batedeira consegue utilizar o equipamento sem pagar nada por isso, é o dono da batedeira ganha algo em troca por ter emprestado sua batedeira sem uso.

Mas afinal, de que forma a economia colaborativa está mudando a forma como fazemos negócios?

A seguir, conheça as principais características desse modelo e como investir na área.

Principais características da economia colaborativa

A própria palavra já diz tudo: precisa existir uma colaboração entre todos os envolvidos. 

Nesse modelo de negócio, ninguém sai perdendo. Pelo contrário, um dos objetivos da economia colaborativa é incentivar cada vez mais o compartilhamento de bens e serviços sem que ninguém seja prejudicado. 

Além disso, esse modelo de negócio contribui para uma maior conscientização sobre o dinheiro e a forma como consumimos bens e serviços.

A principal moeda é a troca

Roupas penduradas em cabides

Tem alguma coisa sem uso na sua casa? Por que não trocar esse item por outro produto ou até mesmo por algum serviço? Um dos principais pilares da economia colaborativa é a criatividade: sempre tem alguém precisando de alguma coisa e talvez você possa oferecer a solução para o problema. Foto: Unsplash

 

Como falamos anteriormente, na economia colaborativa o “resultado” desse modelo de negócio é o compartilhamento. Isso significa que não se troca bens e serviços por dinheiro já que aqui a principal moeda é a troca

Muitos negócios se vendem como economia colaborativa, mas sua essência está fincada na economia tradicional. Quer um exemplo? 

O Airbnb é um ótimo caso de serviço que parece fruto da economia colaborativa, mas na verdade não é.

Pessoas com imóveis disponíveis alugam para turistas, geralmente por um preço mais acessível do que hotéis e pousadas, mas mesmo assim existe a cobrança das despesas, ou seja, tem dinheiro envolvido. Logo, não pode ser considerado como economia colaborativa. 

O Uber é outro exemplo que se aplica nessa discussão. 

Qualquer pessoa com um carro (seja próprio ou alugado) pode prestar serviços para a empresa, mas não existe troca já que o cliente (passageiro) também paga o serviço com dinheiro. 

Percebe a diferença entre pagar por um serviço e emprestar ou compartilhar algo?

Criatividade

Outra característica da economia colaborativa é a criatividade. 

Alguém sempre está precisando de alguma coisa, e muitas vezes nós temos como solucionar esse problema, como no caso da batedeira, por exemplo. 

Qualquer coisa pode servir como moeda de troca. 

Tem uma bicicleta parada? Troque por algum serviço ou vice-versa.

Exemplos de economia colaborativa

Pessoas olhando produtos em loja

Você provavelmente já fez parte da economia colaborativa de alguma forma sem nem perceber. O sebo é um ótimo exemplo: a troca de livros usados é uma prática comum e muito democrática. Foto: Unsplash

 

A seguir, separamos alguns exemplos básicos sobre esse modelo de negócio que você provavelmente já conhecia antes e pode até ter feito parte de algum serviço colaborativo mesmo sem saber. Confira!

Brechó

Tem coisa mais democrática do que trocar uma peça de roupa ou acessório sem uso por outro item que agora passa a ter uma finalidade? 

Recentemente, a cultura do brechó se popularizou e caiu no gosto do povo. Uma das plataformas mais conhecidas desse mercado é o enjoei, site onde é possível encontrar roupas, acessórios, sapatos e móveis por um preço acessível. 

Vale lembrar que, nesse caso, não se trata de economia colaborativa já que tudo tem um custo e, como vimos, nesse tipo de negócio o dinheiro não está envolvido.

Sebo

Outra atividade muito conhecida da economia colaborativa é o sebo. 

A lógica é bem parecida com a do brechó, mas no sebo são trocados livros, revistas e outros itens similares que já tenham sido usados antes. 

Assim como no brechó, alguns sebos também vendem produtos, mas isso também não se enquadra como economia colaborativa. 

É possível ter um negócio com as duas propostas? Sim, é totalmente possível comercializar itens ao mesmo tempo em que outras coisas usadas são trocadas. 

Mas como já deu para perceber, a economia colaborativa é muito específica e tem uma estrutura particular

Se você quer consumir produtos e serviços da economia colaborativa, é importante ficar atento para as propostas das marcas que você encontra por aí e, principalmente, se suas ações condizem com seus valores. 

Se alguma marca se diz adepta da economia do compartilhamento, mas cobra um valor (por menor que seja) pelo que está oferecendo, então temos um problema. 

Lembre-se: a economia colaborativa é baseada na troca e experiências onde todos os envolvidos saem ganhando

Quer conhecer outras oportunidades de negócios? Clique aqui e saiba mais.