Setores para investir em 2018

O início de um novo ano costuma trazer novos planos e expectativas. Com a economia demonstrando sinais de recuperação, mesmo que lentos, empreender pode ser uma opção para muitos brasileiros.

 

Segundo Marcelo Cherto, presidente do Grupo Cherto, afirma que o Brasil passou por uma série de crises, algumas mais profundas e de mais difícil recuperação, como a que o país vive nos últimos anos. O entanto, passados os momentos de crise, o PIB costuma subir de forma significativa.  “São momentos em que há muita demanda e investimentos reprimidos. Quando a economia retomar a valer, isso deve acontecer com força”, afirma o especialista em franquias.

Mesmo com a recuperação da economia, é preciso que o empreendedor saiba que o poder aquisitivo da população, neste momento, é menor. “O melhor é pensar em negócios de baixo investimento e de produtos e serviços de baixo valor, para que sejam uma alternativa para o consumidor que busca fugir de marcas caras e de despesas maiores”, aponta.

Mas seja por vontade ou necessidade, os passos para empreender são os mesmos: muita pesquisa, estudo e atenção na hora de escolher em que setor investir seu dinheiro. Investigue antes de investir. Na hora de escolher em que segmento empreender, a primeira dica é fazer uma autoanálise profunda e honesta. Empreender significa correr riscos e é preciso estar preparado para isso.

 

Opções de negócios

Um dos setores em alta há algum tempo e que deve se manter assim em 2018 é o da educação. Cursos profissionalizantes ou livres, cursos universitários à distância e aulas de inglês são alguns exemplos. “Este setor nitidamente vai continuar porque as pessoas querem aumentar sua empregabilidade, percebem que precisam se educar e desenvolver habilidades num mercado altamente competitivo”, afirma Marcelo Cherto.

O mercado de alimentação, que sofreu um pouco em 2014 e 2015, volta a ganhar força, em especial os focados em alimentação saudável ou em restrições alimentares. Restaurantes e lanchonetes focados em produtos orgânicos têm tido bastante espaço.

No varejo, também demonstram força os segmentos de cosméticos e beleza. Já o segmento de moda está enfraquecido há alguns anos.

A prestação de serviços em geral deve ter um aumento, em especial nos serviços de conveniência. Outro negócio que está em ascensão é o de clínicas populares, odontológicas e médicas. “Muita gente perdeu o plano de saúde porque perdeu o emprego e não tem condições de pagar, então tem prosperando estas clínicas que oferecem consultas mais baratas.”, alerta Cherto.

Segundo Cherto, um mercado que deve começar a prosperar em 2018 e que é muito pouco explorado ainda no Brasil é o voltado para a população idosa. Com o envelhecimento da população, faltam espaços voltados para este público. “Muitos pensam apenas em cuidadores porque a imagem que existe do idoso é de uma pessoa frágil, mas isso não é mais verdade. As oportunidades estão nas casas de repouso, que não necessariamente existem apenas para hospitalização, mas para atender outras necessidades, como por exemplo destas pessoas terem companhia, socializarem, manterem-se ativas”, aponta.

Os mercados de nicho, aliás, devem receber atenção, não só em relação aos idosos. “Em especial estes que vemos que são de nicho mas apresentam um crescimento significativo entre a população, como é o caso do público LGBT”, conta Cherto. “Muitos casais LGBTs possuem duas rendas e não têm filhos, ou seja, existe um poder de consumo significativo entre estas pessoas e são poucos os negócios voltados para elas”, completa.

Para quem tem a ideia, o conhecimento, mas falta dinheiro para investir, buscar um sócio pode ser uma boa jogada. “Às vezes não precisa nem ser um sócio atuante, mas um investidor-anjo. Financiamentos também ajudam, mas trazem o risco pois você cria uma dívida com o banco”, indica Baccarat.

Seja qual for o negócio, investir em tecnologia é essencial no mundo de hoje. “Vejo boas ideias, bons negócios, muita empolgação em empreender, mas há falta de emprego de tecnologia. E hoje em dia nós vivemos com o celular na mão, então é preciso estar atento a isso. Não é só ter um site bonitinho, mas ter toda a estrutura para gerenciamento de pedidos, de entregas, de prazo”, alerta Sergio Alexandre.

Franquias

As franquias seguem como uma boa opção para quem quer empreender. Apesar da crise, o setor de franchising vem crescendo cerca de 8% ao ano nos últimos três anos. A própria crise gera demissões ou insegurança, o que leva as pessoas a buscar algo que tenha mais garantia de estabilidade. As franquias apresentam um índice de quebra ou fechamento menor do que negócios próprios.

Entre os diferenciais das franquias estão o fato de elas já oferecem um modelo de negócio pronto, que já foi testado e validado, e também já oferecem uma marca conhecida pelo público.

Um ponto importante antes de se tornar um franqueado é entender que você seguirá regras pré-estabelecidas. “Comprar uma franquia não é para todo mundo porque você precisa seguir regras. Corre menos riscos, mas em compensação você abre mão de uma parcela de liberdade, e muitas pessoas não gostam de seguir regras dos outros”, aponta Cherto.

De acordo com a Lei 8.995, o franqueador deve disponibilizar ao futuro franqueado a Circular de Oferta de Franquia, documento que deve ser entregue pelo menos 10 dias antes de que qualquer contrato seja assinado ou pagamento feito. Nele devem conter as condições gerais do negócio, principalmente aspectos legais, obrigações, deveres e responsabilidades de cada parte. Este documento deve ser escrito de forma clara, eliminando o “juridiquês”, mas mesmo assim a orientação de um advogado é importante.

“Ler este documento é obrigação de quem quer se tornar um franqueado. Com a ajuda de um advogado, passando ponto a ponto, ele tem mais pistas de se está ou não fazendo um bom negócio”, finaliza Cherto.

 

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