Investir no segmento de educação no Brasil: Risco ou oportunidade?

Maiara Souza - 31 de agosto de 2018

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 No franchising, o segmento de educação é muito rentável e desafiador. Atuar nessa área, é preciso muita habilidade, flexibilidade e conhecimento.

 

Dados do instituto de pesquisa popular afirmam que os gastos da família brasileira com educação tendem a aumentarem cada vez mais. Observando esse movimento, empresários tem mostrado interesse em negócios voltados para educação, seja abrindo escolas, cursos de idiomas, profissionalizantes ou superiores.

No ensino em geral é vital que o estabelecimento ou a rede esteja sempre antenada e monitorando seus resultados. Afinal, atualmente o cliente exige comprometimento e criatividade por parte de todos que o atende, além de esperar encontrar na empresa tudo a que se propôs e ser tratado de forma bem profissional. Hoje as redes que se destacam investem muito em tecnologia e no atendimento individualizado, procurando a todo o momento oferecer agilidade e qualidade em seus serviços, além de um bom preço.

As redes de educação vão continuar crescendo. Se pensarmos que 95% da população brasileira ainda não fala inglês e que a classe C está em ascensão, os cursos de idiomas ainda têm muito poder de expansão. No Brasil, há cerca de 40 anos, a empresa japonesa Kumon, que oferece um método de ensino auto instrutivo de matemática e de idiomas, como português, inglês e japonês, tem, atualmente, 1.564 franquias, segundo a ABF.

Para João Daniel Palma Ramos, coordenador de planejamento e pesquisa do Kumon, ‘’O mercado de trabalho cada vez mais exigente eleva o número de empreendimentos de qualificação no país.’’

Em muitos casos, o sentimento é de que a educação formal no Brasil não supre todas as necessidades na formação das crianças, ampliando a demanda por cursos complementares, explica o coordenador do curso que está em 48 países, sendo o Brasil o primeiro da América Latina e o quarto do mundo em quantidade de alunos.

O desempenho dos negócios em educação pode ser animador, mas há desafios que precisam ser superados. Investir em educação é um bom negócio, mas a complexidade é alta. Poucos setores sofrem tanta pressão como o de educação. O segmento é constantemente regulado pelo MEC e tem um público com demandas e expectativas cada vez maiores. Por isso, hoje, o maior desafio das empresas é a capacidade de combinar gestão e qualidade de ensino.

 

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