PELLO MENOS: A rede que tornou o processo de depilação um negócio milionário

Maiara Souza - 12 de julho de 2018

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A empreendedora através do seu método inovador de depilação conseguiu multiplicar o investimento inicial de R$ 40 mil reais, fruto de rescisão de trabalho, em um faturamento anual de R$ 45 milhões em 2017.

 

 

Pode ser mãe, esposa, filha, irmã. Pode ser empresária, executiva, funcionária pública ou profissional liberal. Não importa o cargo que ocupa ou o estado civil; o que vale mesmo é que todas, embora tão diferentes, têm três características em comum: o passo acelerado, a vida corrida e uma agenda atribulada. Foi pensando nelas e, principalmente, por ser uma delas, que a Regina Jordão, na época braço direito de um médico do Rio de Janeiro que tinha uma clínica de estética em São Paulo, visualizou e estruturou um negócio de sucesso num nicho de mercado pouco explorado até então.

A história de ousadia da ‘mulher de mil e uma tarefas’ que resolveu empreender começou a ganhar forma na BR-116, mais conhecida como Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. Foi ali, no embrião do caos, entre São Paulo e Rio de Janeiro, que o Pello Menos começou a ganhar forma de potencial negócio.

Carioca, casada e mãe de uma adolescente, na época com 14 anos, Regina pediu licença sem remuneração de uma empresa estatal onde trabalhava para ir arriscar no segmento da beleza em São Paulo, em 1994. Ela seria o braço direito de um médico, também carioca, que tinha uma clínica de estética na capital paulista. Foram dois anos de idas e vindas, de segunda a sexta em São Paulo e fins de semana no Rio de Janeiro. Mais do que uma rotina cansativa, o tempo para cuidar do corpo e da mente era escasso, transformando momentos de lazer em uma verdadeira corrida contra o tempo para dar conta de tudo.

Nessa maratona da mulher moderna, que concilia as funções de mãe, esposa, filha, dona de casa e profissional bem-sucedida, restou uma dúvida: onde encontrar um centro de depilação que seja rápido e, ao mesmo tempo, capaz de se adequar à agenda da nova mulher brasileira? Se não era a resposta definitiva do sucesso, já era um indicativo para onde poderia remar caso algum incidente acontecesse no meio do caminho. E aconteceu, em 1996. Era um telefonema do marido, contando que tinha sido demitido e que não poderia mais ajudar com as despesas em São Paulo. De volta à Cidade Maravilhosa, Regina já sabia o que fazer: vamos montar um instituto de depilação.

 

Eureka, vamos montar um instituto de depilação

 

O Pello Menos, hoje uma rede de franquias com 46 unidades, nasceu em 1996 numa salinha pequena em Copacabana, sem muita pretensão, mais por uma necessidade do que um projeto ambicioso. O dinheiro contado da rescisão do marido, que a princípio achou a maior maluquice investir num centro de depilação à cera, foi o suficiente para alugar um sobrado próxima à praia, equipar com macas e apostar num produto um tanto quanto especial, descoberto pela Regina anos antes e guardado, até então, dentro de casa.

A cera que faz a mágica acontecer é um segredo à parte, que veio de uma receita dos Estados Unidos. O produto foi aperfeiçoado por uma química, amiga da família, para que pudesse ser usado em casa, de forma prática e com pouca dor. Os experimentos chegaram num ponto tal de elasticidade que ela, mulher moderna, considerou ideal.

 

Qualidade é o método do trabalho

 

Se alguém falasse que o negócio que começou em junho de 1996 num salão em Copacabana, sem pretensão alguma, mais como uma necessidade de pagar as contas no final do mês, se tornaria em 20 anos uma das 60 melhores franquias do Brasil, poucos acreditariam. Fato é que essa colocação eleva o Pello Menos à nível de excelência, conquistando notas elevadas em três quesitos: qualidade e desempenho da rede e satisfação do franqueado.

Mais do que oferecer um serviço diferenciado, minimizando as dores causadas pela depilação e o desconforto de salões de beleza pouco intimistas, a rede agregou com novidades para facilitar a vida da mulher moderna. Em 2016 lançou o aplicativo Pello Menos, que permite o acesso exclusivo das clientes aos serviços e promoções disponíveis em todas as unidades da rede.

O Pello Menos tem como padrão oferecer um kit individual, com calcinha, chinelo e roupão, antes de cada sessão e as ceras utilizadas durante o procedimento são  descartadas pelas próprias clientes. Visando praticidade e a fim de atender as demandas da mulher multitarefa de hoje em dia, com pouco tempo disponível, não é preciso agendar as sessões e, se o prazo de espera for superior a 30 minutos, a cliente ganha uma depilação. A rede mantém seus princípios desde a fundação e visa ser o apoio da mulher moderna no que compete à beleza e bem-estar.

 

Se Maomé não vai até a montanha…

 

Já diz o ditado e a recém empreendedora não titubeou de sair à caça as clientes. Em dias que não tinha ninguém no salão. Regina dava a cara à tapa, entrava nos comércios da região oferecendo o serviço de graça e convidando as mulheres a conhecer o novo instituto que tinha por ali, com um método inovador. E se o começo amedronta e parece estar fadado ao fracasso, o Pello Menos provou que persistência, ousadia e criatividade são ferramentas para o sucesso. Com seis meses, o jogo virou e o instituto acumulou 1000 clientes cadastradas. Dois anos depois, inaugurou a segunda unidade. Em 2007, formatou o modelo para o franchising e, em 2010, também via BR-116, chegou em São Paulo.

 

A fórmula de sucesso que faz a rede de franquias Pello Menos crescer na capital carioca, com atuais 42 unidades, e projetar expansão para os demais estados é, sem dúvida, uma somatória de fatores. Ousadia, dedicação, comprometimento com a qualidade do produto e do serviço ofertado, espaço aconchegante e profissionais capacitadas e treinadas para manter o padrão uniforme em todas as unidades fazem o mix que garantiram que os R$ 40 mil investidos em 1996, fruto da rescisão do marido, se transformassem em R$ 45 milhões em 2017, faturamento registrado pela rede.

 

Para este ano, o Instituto Pello Menos projeta crescer ainda mais, com abertura de 15 unidades, elevando o faturamento em 13%. Para quem visualiza, assim como a Regina Jordão, a possibilidade de empreender no ramo da beleza, o valor do investimento é de R$ 230 mil, incluindo taxa de franquia, projeto arquitetônico, estoque inicial e treinamento das funcionárias. Cada loja fatura, em média, R$ 77 mil por mês, o que garante uma rentabilidade de 15 a 20% e um payback em 36 meses.

 

 

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