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Inovação é a chave para franquias no Brasil

A  Associação Brasileira de Franchising realizou a 1ª Pesquisa de Inovação nas Franquias Brasileiras, cuja metodologia foi desenvolvida pela Fundação Dom Cabral. Entre os dados apurados, o levantamento revela que do total de empresas franqueadoras pesquisadas, 91,8% introduziram algum novo produto ou serviço entre 2014 e 2016. As empresas que se mantiveram inovadoras, 37,4% realizaram mudanças significativas em seus modelos de negócios no Brasil e 6,9% delas no exterior.

 

“A inovação já faz parte da agenda do franchising brasileiro. Nos mais diversos segmentos, constatamos iniciativas que levaram à inovação, seja em novos modelos de negócios, no e-commerce, no uso de novas tecnologias, como no caso da realidade virtual, da Internet das Coisas, etc. ”, afirma Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF.

Por ter na inovação uma de suas características, o franchising acaba por se destacar entre os diversos setores da economia. Para Luigi Nese, presidente da CNS, “o franchising é essencialmente formado por empresas comerciais e de prestação de serviços, dois segmentos que vêm ampliando sua participação na economia e que são líderes na geração de empregos. São empresas que franqueiam produtos e serviços de alta qualidade, custos relativamente baixos e essenciais às famílias e empresas do país. Assim, pesquisar como se deu o processo de inovação nas franquias e quais foram os resultados obtidos por elas nos últimos anos é fundamental para pensarmos o futuro e para desenvolver nossas bases tecnológicas de forma mais ampla e rápida”.

 

Rentabilidade e Desempenho

A pesquisa revela que, apesar da crise, as franquias mantiveram os investimentos em inovação, o que se mostrou fundamental para a manutenção do crescimento e rentabilidade dos negócios. Do total de empresas respondentes, 50,7% concordaram plenamente e 28,7% parcialmente que a inovação ampliou sua participação no mercado. Já para 43,1%, houve plena concordância de que as iniciativas inovadoras aumentaram sua rentabilidade, enquanto que 41,8% concordaram parcialmente com essa afirmação.

“Esses resultados nos mostraram que para inovar as redes entenderam que era preciso continuar a investir na eficiência das operações, na adoção de novas técnicas de gestão, novos modelos de negócio e canais de venda, dentre outras ações, o que ficou muito em linha com outras pesquisas e iniciativas desenvolvidas pela ABF para fomentar o crescimento sustentável do mercado de franquias no Brasil”, observa o presidente da ABF.

Para o presidente da CNS, “a pesquisa revela claramente que a inovação, seja para melhorar os processos produtivos, seja para ampliar a gama de serviços prestados e melhorar sua qualidade, trouxe resultados para os inovadores. Nesse sentido, a inovação pode ser vista como uma estratégia para fortalecer as marcas e tornar as empresas mais eficientes durante esse longo período de recessão. As empresas que inovaram conseguiram sair mais rápido e mais fortes da crise econômica, o que é bom para o franchising e bom para o Brasil”.

O levantamento também indicou que os esforços em inovar trouxeram expressivos avanços para as franqueadoras respondentes no biênio analisado (2014-2016): 56,7% concordaram plenamente que houve melhoria na qualidade dos serviços prestados e para 54,4%, a inovação ampliou sua capacidade de prestar serviços.

 

Estrutura e Processos
O estudo revelou, ainda, que as redes de franquias têm uma grande oportunidade para investir mais em estruturas de desenvolvimento: 50,5% das empresas respondentes possuem um responsável pela gestão da inovação e 42,5% delas dispõem de um centro de P&D. Porém, por sua característica colaborativa, ser estruturado em rede, promover a troca constante de informações entre franqueador e franqueado, o franchising mantém o motor da inovação em marcha interagindo com seus públicos.

As parcerias estratégicas que levem à inovação, iniciativas comuns no franchising, são de grande relevância para o setor. Essas parcerias envolvem desde fornecedores, concorrentes e até consumidores. É o caso, por exemplo, de ações como cliente oculto, parcerias entre redes (aliando marcas e produtos em promoções e outras ações de vendas), aproximação com startups, etc.

 

Tecnologias
Quanto ao uso das tecnologias de informação (TI) com o objetivo de inovar, as redes pesquisadas direcionaram volumes de investimento relativamente maiores aos sistemas de armazenamento e computação em nuvem. Dentre as empresas respondentes, 33% revelaram ter altos investimentos em tecnologias online-to-offline (O2O). Já os sistemas avançados de robótica e machine learning receberam menos recursos, mas têm um potencial de impacto maior no médio e longo prazo.

Fonte: ABF