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Grupo Bodytech anuncia plano de expansão para 2013

 

 

Andando pelas ruas e shoppings do Rio, percebe-se com frequência a presença das fachadas de vidros esverdeados entrecortados por estruturas brancas de desenho minimalista. Esse design faz parte da identidade visual da Bodytech, academia da sociedade de mesmo nome nascida há oito anos e que já conta com 34 unidades em todo o Brasil, 16 delas apenas na capital fluminense. Quem ainda não se deu conta dessa presença terá cada vez menos chance de ficar alheio a ela.

Fundador da Accioly Fitness Participações, empresa controladora do Grupo Bodytech, Alexandre Accioly adianta: há outras seis unidades com inaugurações previstas para este ano e o primeiro semestre de 2014. Nesta conta entram também as unidades Fórmula, marca de academia mais compacta operada pelo grupo. Há cinco unidades em funcionamento e outras oito passando por obras, com previsão de abertura até 2014.

Os números ganham musculatura quando considerada a expansão do grupo Brasil afora.

— Começamos o ano com 34 Bodytechs e 13 Fórmulas presentes em dez estados. Pretendemos terminá-lo com 51 Bodytechs e 49 Fórmulas espalhadas por 18 estados — conta Accioly.

Desde a sua fundação, a empresa exibe taxas de crescimento que parecem acompanhar o ritmo das músicas aceleradas das aulas aeróbicas. E os investimentos correm junto:

— Somente para a abertura da nossa primeira academia, investi R$ 13 milhões. Até 2015, R$ 500 milhões serão investidos para aquisição e construção de novas unidades, sendo R$ 200 milhões gastos este ano.

A empresa, que tem o técnico Bernardinho, o empresário João Paulo Diniz e o banco BTG Pactual entre seus sócios, está confiante quanto ao sucesso das metas traçadas para os próximos anos. Para o diretor-presidente do Grupo Bodytech, Luiz Urquiza, o surgimento de novos shoppings e o aumento das recomendações médicas de praticar atividade física para solucionar problemas de saúde que vão de sobrepeso a depressão e doenças cardiovasculares dão fôlego à Bodytech.

— Há um aumento da preocupação com saúde e bem-estar no Brasil, onde as pessoas estão também envelhecendo com mais tempo para praticar atividade física. Isso gera uma enorme demanda no nosso mercado — observa.

Com expansão em ritmo tão acelerado, o Grupo Bodytech não estaria partindo para uma concentração do mercado de fitness? Urquiza defende que os órgãos fiscalizadores estão longe de se preocuparem com eles.

— Nossa área é bastante pulverizada. Hoje existem 23.400 academias no Brasil. Se somarmos as seis maiores redes, elas têm apenas 12% de participação no mercado de fitness, o que significa 1% do número de academias do país — afirma o executivo, acrescentando que não descarta a possibilidade de abrir o capital da Bodytech. — É natural que uma empresa que tenha nosso crescimento possa acessar o mercado de capitais, para obter uma fonte de financiamento que dê continuidade à sua rota de expansão.

Estratégia: ter sede perto de todo cliente potencial

Duas novas academias Bodytech estão previstas para se juntar às outras três da Barra da Tijuca. A primeira vai funcionar no lugar da Academia da Praia, na Avenida Erico Verissimo, a partir do segundo semestre. Após as reformas e a compra de 200 novos equipamentos, ao custo total de R$ 5 milhões, a unidade terá capacidade para receber até três mil alunos num espaço de dois mil metros quadrados. A segunda será inaugurada no segundo semestre de 2014 na Avenida Abelardo Bueno, próximo ao HSBC Arena. No Recreio dos Bandeirantes, onde já existe uma Bodytech, será lançada uma academia Fórmula, até 2014.

Já na Zona Sul, que hoje conta com nove Bodytechs, a empresa se prepara para abrir mais três unidades: uma em Copacabana, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana 1.144; uma em Botafogo, na esquina da Rua Voluntários da Pátria com a Conde de Irajá; e a terceira no Jardim Botânico, na Rua Maria Angélica. Os sócios também procuram pontos no Flamengo e em Laranjeiras.

Na Zona Norte, onde existe a Bodytech da Tijuca, e também a do Norte Shopping, a segunda maior academia do grupo no Rio, com cinco mil alunos matriculados, diversas outras academias Fórmulas serão montadas.

— Na Tijuca, apenas uma Fórmula funciona e uma segunda está com inauguração agendada para 2014. Mas nosso plano é expandir a marca para Vila Isabel, Méier, Maracanã, todos os bairros da região — diz Alexandre Accioly.

Ele explica que a estratégia de ocupação surgiu com o objetivo de vencer uma resistência inicial que o morador possa ter para se matricular. A ideia é mostrar ao cliente potencial que há sempre uma Bodytech por perto.

— Sempre que entramos numa região, abrimos uma Bodytech de grande porte, uma flagship, numa zona viária de fácil acesso e com área de estacionamento. Daí em diante, montamos as academias menores. Assim, o aluno pode malhar em qualquer academia do seu bairro, e não só na unidade onde está matriculado — explica Accioly.

Luxo em detalhes não tão pequenos

Quem pratica exercícios físicos sabe: a academia pode ser do lado de casa, mas, se os aparelhos não funcionarem ou a aula não convencer, a pessoa deixa de frequentá-la. Para afastar esse risco, a Bodytech se mune de equipamentos de ponta e profissionais renomados.

As mensalidades salgadas, de R$ 230 a R$ 630, dão acesso também a pequenos luxos. Na nuvem, é o site com design elegante que oferece playlist de músicas, ou o aplicativo para iPhone que, a partir de agosto, permitirá ao professor controlar séries de exercícios. No mundo físico, pode ser o fraldário com duchas adaptadas para que mamães banhem seus bebês, ou as centrífugas disponíveis para os alunos secarem suas roupas de banho.

No quesito acessibilidade, porém, a rede perde um ponto. Unidades como a da Visconde Pirajá não têm rampas para cadeirantes. A empresa se diz impedida de resolver o problema por restrições legais e causas estruturais, e frisa que filiais assim representam apenas 10% da rede.

Técnicos e técnicas de primeira

A inspiração veio da reação do público presente no Auditório Ibirapuera, em 2005, que tinha ido à loucura com a apresentação solo da Daiane dos Santos durante etapa da Copa do Mundo de Ginástica. Na ocasião, a ginasta conquistou o ouro após manter sua hipnótica apresentação, mesmo com o som interrompido por falha técnica. Naquele dia, Accioly percebeu que havia no Brasil uma demanda por academias que valorizassem os esportes, e não apenas o serviço fitness.

Foi daí que surgiu, no shopping Città America, ainda naquele ano, a primeira unidade do Grupo Bodytech dentro do conceito que planejara: um clube voltado para a família. Com a escolinha de vôlei já montada pelo sócio Bernardinho, Accioly convidou Georgette Vidor, considerada uma das principais treinadoras de ginástica artística do Brasil, para montar o curso de ginástica olímpica da Bodytech.

Em seguida, o convite se estendeu a outros atletas de ponta. O medalhista olímpico Flávio Canto topou ser o responsável pela metodologia técnica do ensino e aprimoramento do judô na rede. Já a escola de surfe da academia foi montada pelo campeão mundial em ondas gigantes Carlos Burle. Mais recentemente, Zico passou a integrar o time de diretores e levou todo o seu conhecimento para a escola de futebol.

— Decidi contratar as pessoas ícones em suas modalidades para não ter erro. Quando montei a academia, eu me sentia um leigo que, ao falar de vinho com um sommelier, escolhe a bebida mais cara — brinca Accioly.

O diretor-técnico do Grupo Bodytech, Eduardo Neto, explica que acompanha as novidades esportivas e de fitness mundo afora.

— A minha equipe, composta por seis coordenadores nacionais, pega muita coisa lá fora e adéqua à cultura dos brasileiros, que gostam do social, de aulas coletivas. Um exemplo de adaptação nossa é a walking dance — detalha Neto, citando a aula em que os alunos dançam sobre esteiras.

O Grupo Bodytech tem 4.100 funcionários. De acordo com Neto, professores e orientadores passam por um treinamento montado pela diretoria técnica ao serem contratados. Se levada em consideração a opinião de alunos como a publicitária Elaine Negri, todo esse zelo vem garantindo satisfação:

— Adoro as aulas; os professores são superqualificados.

Fonte: O Globo

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