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Franquia supera previsão e salta 16,2% no último ano

* Por Flávia Milhassi

A perspectiva é de que ao longo deste ano o setor crescerá no mesmo patamar do ano passado. Além disso, haverá entrada de novas bandeiras no País.

Pelo segundo ano consecutivo, o setor de turismo e hotelaria foi o responsável por impulsionar o faturamento do setor de franquias no Brasil, que em 2012 chegou a mais de R$103 bilhões – crescimento de surpreendentes 16,2% frente ao igual período do ano anterior. Segundo Ricardo Camargo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o índice superou a expectativa da entidade. "Nossas previsão no começo do ano passado era de crescimento de 14%. Nós nos surpreendemos com o incremento de 16,2% em nosso faturamento", disse ele.

Outro ponto ressaltado pelo executivo, foi o da abertura de lojas no ano passado. Enquanto em 2011 o País contava com 93.09 pontos de venda em sistema de franchising, em 2012 esse número saltou para 104.543 unidades, o que representa acréscimo de 12,3% do número de operações. Já as marcas que passaram a operar com esse sistema obtiveram incremento de 19,4% de um ano para o outro, saltando de 2.031 para 2.246 no ano passado. "A nossa expectativa era de 8% de crescimento, quase dobramos e conseguimos superar a média mundial do setor", enfatizou Camargo.

Como já mencionado, a área de turismo e hotelaria surpreendeu. Esses dois segmentos, ancorados por marcas como TAM  Viagens e redes de hotéis, tiveram incremento de 97,4% de faturamento. "Tivemos a chegada da Wildhan, que trará 15 novos hotéis ao Brasil. Sem falar no desempenho das agências de intercâmbio, que também tiveram boa representatividade no período", destacou o executivo da ABF.

Estima-se que neste ano novamente este segmento impulsionará o franchising, já que a gigante CVC passará a operar como franquia.

“Antes ela atuava com lojas próprias, esse ano ela trará 800 unidades para o setor", disse ele. Outros dois players que merecem destaque são: a Flytour, que está com 99, e tem previsão de 40 novas unidades este ano, e a Central do Intercâmbio (CI).

Os nichos de limpeza e conservação também foram representativos, ao crescer 44,5% seu faturamento no ano passado. Segundo o diretor-executivo da ABF, as operações de lavanderias e limpeza foram as atividades com maior representatividade. Informática e eletrônicos cresceram 32,5% seu faturamento, alavancados também pelo aumento de lojas abertas em 2012. "Tivemos a indústria avançando para o varejo por meio de franquias. A Nokia, por exemplo, abriu 32 unidades. A OI abriu cerca de 300 unidades no ano passado (somando 800 pontos de venda)", disse e completou: "Vemos também players abrindo lojas, não para vender mais, mas para reforçar a marca perante a comunidade".

O ramo de alimentação, que é dominado pelas grandes redes de fast-food,  apresentaram recuperação, ainda mais após o segmento de alimentação fora do lar ter apresentado desempenho 17% maior em 2012. Camargo enfatizou que esse nicho também foi impulsionado pela abertura de novas unidades. "O McDonald's abriu quase 100 novas lojas. O Subway, 300 pontos de venda (hoje são 1.057 as unidades da rede no País). A perspectiva é que isso continuará ao longo deste ano", disse ele. Só o Bob's, terceira maior franquia de fast-food, pretende ter 200 novos pontos de venda este ano, segundo sua assessoria.

Indo além da questão da abertura de lojas, o franshising no Brasil também foi beneficiado com abertura de shoppings centers no último ano. Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (abrsce) indicam que no ano passado foram inaugurados 27 empreendimentos, 8 dos quais foram nas principais capitais brasileiras. Ricardo Camargo, diretor da ABF, explicou que 60% a 80% das lojas de um shopping são franquias.

Para este ano estão previstos 46 novos centros comerciais, fato que dará novo impulso ao setor, mesmo com a ABF acreditado que a conjuntura econômica poderá atrapalhar um pouco esse ano. "Como a massa salarial se manterá estável, assim como a criação de empregos, o consumidor terá sua renda mais comprometida. Isso pode nos afetar.". O setor é tão promissor que a rede Amor aos Pedaços, por exemplo, acaba de vender 33% de sua participação ao Mercatto Alimento, fundo de private equity. A meta é acelerar a expansão.

 Fonte: DCI –  Comércio