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Ex-secretária cria rede de depilação que fatura R$ 44 milhões

Após pegar a estrada do Rio de Janeiro para São Paulo por dois anos tentando se reinventar profissionalmente, a carioca Regina Jordão, 57, percebeu um nicho de mercado no setor de estética.

 

Em 1996, ela abriu o instituto Pello Menos, oferecendo depilação sem hora marcada e com a promessa de uma técnica mais rápida e menos dolorosa por causa de uma cera especial. ‘’Era um conceito que não existia na época no Rio’’, diz. Mais de duas décadas depois, o negócio cresceu e se tornou uma rede de franquias com 46 lojas espalhadas pelo estado fluminense e paulista, além de uma unidade em Brasília.

Formada em um curso livre de estética, Regina diz que a ideia do negócio foi maturando aos poucos. O primeiro passo foi quando ela pediu licença sem remuneração do cargo de secretária em uma estatal para tentar algo novo. Partiu para a capita paulista e foi trabalhar como assistente de um médico. Era sustentada pelo marido, que ficou morando com a filha adolescente no Rio. Quando ele ficou desempregado, ele de um ultimato e ela precisou retornar para a sua cidade natal. Nesse momento, conta Regina, eles buscaram uma saída para se manter e resolveram investir os R$ 40 mil da rescisão em um pequeno sobrado na Rua Tonelero, em Copacabana, onde foi inaugurada a primeira unidade do Pello Menos. Regina já pensava no negócio anteriormente, quando pediu para uma amiga formada em química aprimorar uma receita caseira de cera depilatória que herdara da mãe. A fórmula, segundo a empresária, é menos dolorosa que as tradicionais e reduz o tempo da depilação.

De acordo com Regina, seu propósito de negócio era romper com a ideia de que a depilação deveria ser apenas um ‘’serviço adicional’’, frequentemente ofertado em espaços de beleza. ‘’Queria provar que o local especializado não era tão mais caro quanto o salão, e mostrar para as cariocas que não era preciso se programar com antecedência para se depilar’’, afirma. Os primeiros dois meses de funcionamento foram de baixo retorno, então ela passou a convidar as pessoas que passavam pelas ruas da região para testar seu método de graça. ‘’A parte mais difícil foi convencer o público e até as funcionárias do meu conceito’’, declara.

O período ruim, contudo, não durou muito tempo. ‘’Oito meses depois da inauguração, era difícil atender todas as clientes na fila’’, conta Regina, que convenceu seu irmão a abrir outra loja do Pello Menos na Tijuca. No começo dos anos 2000 já eram três unidades pela cidade do Rio de Janeiro, todas geridas pela família. Como o negócio não parava de crescer, a empresária e o marido apostaram na abertura de lojas licenciadas. ‘’Havia regras a serem seguidas, era tudo tratado como se já fôssemos franquias’’, ela define. ‘’A decisão foi baseada em custos. Queríamos ser franquias desde o começo para ter padronização, mas era muito custoso. Optamos pelo licenciamento achando que era o mais correto.’’

A decisão de entrar oficialmente no sistema de franchising veio em 2005, quando a rede tinha 36 estabelecimentos no Estado do Rio. O processo de regulamentação acabou em 2007, época na qual o marido se aposentou e deixou o negócio que passou a ser comandado apenas por Regina. Hoje ela é CEO do Instituto Pello Menos, responsável por contratos e conselho de franquias.

O período de crise prejudicou a expansão das companhia. ‘’Uma das saídas foi inserir novos tipos de serviços na rede, como fotodepilação e design de sobrancelha. Repaginamos para não perder público’’, afirma. Outra iniciativa é o da ‘’espera premiada’’, na qual a cliente que aguardar mais de 30 minutos para ser atendida ganha desconto no preço final do serviço.

Com crescimento médio de 6% ao ano e faturamento de R$ 44 milhões, Regina quer acelerar o ritmo ao longo deste ano. A intenção é aumentar o número de lojas no Brasil de 46 para 55 e elevar o faturamento em 15%. ‘’A gente está confiante que 2018 vai ser bom. Estamos melhorando nossa estrutura para mais suporte ao franqueado. A expectativa é de crescimento par ao final do ano’’, diz. Segundo Regina, cada loja fatura cerca de R$ 77 mil por mês.

 
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