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Consumo de cosméticos cai no Brasil, mas setor avança

O Brasil caiu para a quarta posição no ranking dos maiores consumidores de produtos de beleza e higiene no mundo. A marca agora esta atrás dos Estados Unidos, China e Japão.

 

Apesar da queda no ranking, a indústria de higiene e beleza cresceu mais do que a economia do país nos últimos anos. Em 2017, o setor registrou um faturamento de 102 milhões de reais, superando 2016 com uma alta de 3,2%. Para 2018, a expectativa é de um aumento de 3,8% atingindo uma receita de 106 milhões de reais. No ano passado, o PIB brasileiro cresceu apenas 1%.

“O setor de cosméticos tem uma característica específica. As pessoas querem aumentar a autoestima principalmente quando a vida está mais dura”, afirma Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário. A empresa é a terceira maior do setor, com 10,8% do mercado, atrás da Natura (11,7%) e Unilever (11,1%).

Porém, o mercado Brasileiro continua dinâmico. O público masculino tem consumido bastante, embora o feminino seja a maioria. Com esse dinamismo, as expectativas para recuperar o terceiro lugar novamente são altas.

Mesmo em tempos de crise, os clientes ainda visitas as lojas todos os dias. “As pessoas querem se sentir bem consigo mesmas e os produtos de beleza demandam pouco investimento e grande impacto na autoestima.” afirma a CEO da Sephora no país, Flavia Bittencourt.

Para driblar a crise, as empresas de cosméticos estão se reinventando. A Natura, naturalmente conhecida pela venda direta, abriu lojas para atender o cliente. E o presidente da Boticário diz que o setor investe em tecnologia e inovação. “Para o consumidor, esse investimento se traduz em melhor performance e oferece as melhores compras para que ele possa adquirir os produtos com preços mais baratos sem perder qualidade”, diz.

A ABIHPEC diz que o setor também vai bem no comércio externo. No período de janeiro/fevereiro, o superávit comercial acumulado foi de 9,6 milhões de dólares. Os números equivalem a crescimento de 16,5% em comparação ao ano anterior.

Mesmo com o aumento, a entidade alega que o número está longe de trazer tranquilidade às industrias. Os números são otimistas, mas estão abaixo do que o setor registrava, com média de 10%. Já tivemos, inclusive, período negativo”, afirma Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário.

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