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Após anos de crise, varejo aponta recuperação

Os efeitos da maior crise econômica do país estão melhorando. A economia avançou 1% em 2017. E o varejo registrou um crescimento no mês de abril em comparação ao mês de março. Porém, apesar dos números positivos, empresários ainda agem com cautela.

 

Em 2017, o setor observou uma pequena retomado do emprego, o que influenciou positivamente o aumento do nível de confiança dos consumidores e investidores. Uma pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (Apas) mostra que 49% dos empresários estão confiantes. Ainda que o país registrou a maior taxa de desemprego da história, a Apas apontou um crescimento de 8,6 mil vagas de empregos formais (em um universo de 530 mil) e espera 12 mil novos postos em 2018.

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas variou 1,3% em relação a março e a média móvel trimestral ficou em 1,1% no trimestre encerrado em abril.

O aumento de impostos é um dos riscos para essa trajetória do varejo. As reformas tributárias de última hora ou medidas de simplificação, como mudanças no PIS e na Cofins podem também atrapalhar esse crescimento. E, por outro lado, as eleições permanecem uma grande incógnita. Isso deixa o consumidor inseguro e mais cauteloso na hora da compra, fazendo empresários adiarem investimentos, receosos como possibilidade de escolha de um presidente que não dê continuidade às reformas e à atual agenda macroeconômica.

Além disso, a Copa do Mundo sempre é um fator a se considerar para o varejo. A copa influencia muito o varejo de eletroeletrônicos e de alimentos, e exerce menos influência sobre medicamentos e móveis. Em um ano de copa, há uma dinâmica de celebração, e isso puxa o varejo de supermercados.” A Copa provoca uma queda durante os jogos do Brasil, mas já afetou muito mais em outros tempos.

O Magazine Luiza, que se destaca entre os grupos de melhor performance do varejo nacional em 2017, aposta que será um ano positivo. A marca não teve medo de apostar em mudanças e conseguiu vencer os três piores anos da história da economia brasileira. O lucro da companhia em 2017 foi praticamente quatro vezes maior do que o de 2016. Em dois anos, 200 mil lojas fechadas, como se todos os shoppings centers do Brasil fechassem duas vezes. Oito pontos perdidos do varejo nesses dois anos que não vão deixar saudades. Mas, desde a metade do ano passado, o caminho é de recuperação.

 
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