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As mulheres no Franchising: Características tipicamente femininas que ajudam na relação entre franqueador e franqueados

O número de mulheres atuantes no franchising chama atenção. Franqueadoras, franqueadas, consultoras, advogadas e colaboradoras. Um grupo que comprova que características tipicamente femininas favorecem, consideravelmente, para que o relacionamento entre franqueador e franqueado seja saudável.

 

Franquia é, antes de mais nada, uma relação entre pessoas. Ambas querem ter lucro com o negócio, tanto o franqueador como o franqueado. Mas para atingir este objetivo é preciso ensinar e aprender; conversar e saber ouvir; negociar e compartilhar; lidar com pressões e administrar eventuais frustrações; saber colocar-se no lugar do outro para entender eventuais dificuldades. E tudo se refere ao comportamento humano e a forma como ele se relaciona com o outro.

Nota-se que mulheres, por exemplo, têm mais paciência para resolver um conflito e encontrar soluções. A sensibilidade feminina é uma poderosa aliada nestes momentos. Elas conseguem, quase sempre, ir além, usam sua intuição como faro. Os homens, por vezes, buscam soluções mais racionais e imediatas. Mas nem todo problema concreto teve uma origem igualmente concreta: muitas vezes surgem de um descontentamento, de um sentimento negativo, de uma percepção errada. E só com sensibilidade é possível resolver da melhor forma, ou seja, sem causar prejuízo às relações.

As mulheres tendem a ser mais colaborativas. Têm mais facilidade para se integrar, compartilhar. E a determinação? É aquela força natural do feminino que quase sempre se reflete no negócio.

Nota-se uma maior tolerância diante dos desafios, um problema persistente, um franqueado com um comportamento mais difícil ou um membro da própria equipe que já não vem agregando há algum tempo. Como franchising é uma relação entre pessoas, como pode dar certo se não houver uma boa dose de tolerância e compreensão sobre as razões que levam uma pessoa a agir e reagir de determinada forma?

Reuniões com mulheres costumam ter um pouco mais de leveza, mas nem tudo são flores: noto que elas, muitas vezes, não conseguem equilibrar o emocional e o racional, levando eventuais críticas profissionais para o lado pessoal – o que atrapalha e desencadeia problemas desnecessários.

É muito bom ver mulheres conquistando espaço e destaque nas empresas, sobretudo nas franqueadoras. Porém, a grande verdade é que o franchising precisa de grandes homens e grandes mulheres, unidos, trabalhando para que o sistema se torne cada vez mais forte e representativo na economia nacional.

 

por Melitha Novoa Prado