Redes de franquia estão cada vez mais interessadas em expandir para o interior

Já faz algum tempo que redes franqueadoras têm colocado as cidades do interior como prioridade em seu mapa de expansão, já que os custos e a escassez de pontos comerciais em grandes cidades têm se tornado um obstáculo cada vez maior para o crescimento das redes nestas regiões.

A abertura de novos shoppings em cidades menores é outro fator que viabiliza a migração das redes para estas cidades. Filomena Garcia, Sócia-Diretora da Franchise Store, explica que esta é uma ótima oportunidade para investidores que procuram um negócio próprio sem ter que se deslocar para as capitais. “É interessante para o franqueado investir e fazer parte de uma grande marca. Assim ele investe com menos riscos e já adquire o know-how da empresa”.

Mas há cuidados importantes a tomar. “Antes de abrir uma franquia nestas regiões, é preciso analisar o mercado, o perfil dos consumidores e a concorrência local. As marcas locais já são tradicionais e têm a fidelidade do consumidor”, explica Filomena.

Redes que aderiram ao Franchising há pouco tempo, como a fabricante de colchões AmericanFlex, já iniciam sua expansão com foco no interior. A marca atua com 5 lojas próprias, todas no interior de São Paulo e Paraná, e em mais de 5 mil pontos de venda. Neste ano, vai inaugurar sua primeira franquia em Limeira. “Essas cidades têm um grande potencial econômico e estão muito visadas por investidores e empresários de todos os setores. As grandes capitais também já estão saturadas, por isso, acreditamos que as cidades  menores, mas com infraestrutura adequada, são os próximos passos dos grandes investidores”, explica o consultor de lojas exclusivas da rede, Saulo Luis Ferreira, a preferência pelo local.

Muitas redes de ensino de idiomas apostam há tempos em cidades do interior e, assim, conseguem crescer de forma rápida e sustentável. “As cidades menores atendem as expectativas de crescimento e ainda temos a vantagem de já ter empreendedores do interior interessados em abrir uma unidade da Minds”, conta Leiza Oliveira, fundadora da Mind Idiomas.

Wilson Justino, fundador do centro de ensino profissionalizante CEBRAC, confirma essa tendência. “O investimento inicial é inferior ao necessário para um grande centro e a própria situação ‘emergente’ destes municípios favorece o  estabelecimento de novos negócios”.

Enquanto muitas redes de alimentação sofrem para crescer e encontrar espaço em shoppings, a rede especializada em milkshakes Mister Mix chegou a 162 lojas em pouco tempo graças à estratégia de mirar cidades do interior. “Há um menor custo fixo mensal, possibilidade de fazer da sua loja um ‘point’ local, facilidade de contratação de mão de obra e maior aceitação do produto”, afirma o gerente de expansão, Ricardo Almeida.

A Los Paleteros, franqueadora de paletas mexicanas, segue a mesma linha da marca de milkshakes. A maioria de suas 36 unidades está instalada no interior e seu plano de expansão é de continuar nestas cidades. “Muitos consumidores viajam às capitais onde conhecem produtos diferentes e de qualidade, e ao voltarem às suas cidades, deparam-se com poucas opções de consumo. O público destas cidades é ávido por novidades, ao mesmo tempo que possui uma tendência de maior de fidelização”, diz o Gean Chu, fundador da marca.

Por outro lado, a rede de pizzaria Patroni afirma que o principal motivo de migrar para o interior foi justamente a lotação de pontos e a falta de espaço nas grandes cidades. “Esse movimento é iniciado pelas iniciativas de empreendedores de Shopping Centers, e acompanhado pela Patroni. Decidimos investir nessas regiões para dar capilaridade à marca e para propagarmos a cultura/experiência de consumo Patroni, com produtos artesanais e exclusivos”, afirma Luiz Cury Filho, diretor de expansão da Patroni Pizza.

Há franqueadoras, como a rede de serviços domésticos Maria Brasileira, que criam facilidades maiores para empreendedores que optam por abertura de unidades no interior. “O franqueado do interior terá taxa de franquia e royalties menores que os demais. A criação de demanda é potencializada pois o trabalho de indicação é maior nestas cidades e a busca por profissionais consequentemente se torna mais tranquila. Então somando investimento barato, custo fixo baixo, alta demanda e serviços recorrentes, se tem o segredo do sucesso”, diz Felipe Buranello, sócio da Maria Brasileira.

Confira outras marcas que têm cidades do interior como foco de expansão:

AlphaGraphics – R$ 890 mil

Americanflex – R$ 345 mil

Boragó – R$ 255 mil

CEBRAC – R$ 250 mil

Fórmula – R$ 1.200.000

Mapa da Mina – R$ 125 mil

Minds Idiomas – R$ 120 mil

Ortodontic Center – R$ 150 mil

Remax – R$ 120 mil

SPA das Sobrancelhas – R$ 115 mil

Spedini – R$ 415 mil

Zip Lube – R$ 250 mil

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